Muito antes de falarmos em conservação, biodiversidade ou turismo regenerativo, existia um gesto simples que se repetia todos os dias.
Cuidar.
Ao longo de décadas, Carmelita Zanchet cultivou árvores frutíferas, espécies nativas e flores que transformaram o entorno da casa em um jardim vivo.
Não havia um projeto paisagístico. Havia atenção, delicadeza e cuidado.
E é justamente esse cuidado que, ainda hoje, ajuda a manter o Jardim da Amazônia rodeado de aves.
Hoje, mais de 590 espécies de aves estão catalogadas no eBird, e o território é reconhecido como IBA — Important Bird and Biodiversity Area — pela BirdLife International, reforçando sua relevância para a conservação da avifauna.
Entre os visitantes mais delicados estão os beija-flores, atraídos pela diversidade de flores e pela presença de espécies que oferecem alimento ao longo do ano. Cada floração tem seu tempo, criando um ciclo contínuo que beneficia também borboletas, insetos polinizadores e tantas outras formas de vida.
Para quem deseja trazer um pouco dessa experiência para casa, a dica é simples: priorizar espécies nativas e flores ricas em néctar. Pequenos jardins também podem se tornar lugares de abrigo, alimento e passagem para as aves.
No Jardim da Amazônia, aprendemos que o legado não está apenas naquilo que construímos, mas principalmente naquilo que escolhemos cuidar.
Esse cuidado, repetido ao longo dos anos, ajudou a criar um ambiente onde aves, polinizadores e espécies nativas continuam encontrando espaço para permanecer.
Mais do que um jardim, é parte da história do lugar.
Cuidar para que a vida permaneça.
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