Nas últimas Cartas, percorremos o Jardim por diferentes caminhos: a vida silvestre, o Rio Claro, as trilhas e os espaços de pesquisa. Hoje, o olhar se aproxima das casas que acolhem essa experiência.
Mais do que estruturas, elas guardam uma história de pertencimento. A arquitetura, os objetos e a memória da família Zanchet revelam uma hospitalidade construída com tempo, simplicidade e respeito ao território.
Luxo silencioso
Construída sobre palafitas, a Casa Principal nasce das vivências de Almor Zanchet no norte de Mato Grosso, inspirada na arquitetura tradicional da Amazônia da década de 1980.
A simplicidade orienta cada ambiente para que a floresta permaneça como protagonista da experiência.
O mobiliário original, reunido ao longo dos anos por Carmelita e Raquel Zanchet, preserva a memória da chegada da família à região e revela uma hospitalidade discreta, autêntica e profundamente conectada ao território.
Origem
Desde 1986, a família Zanchet dedica-se à preservação de uma extensa área de floresta amazônica no Vale do Rio Claro, integrante da bacia do Tapajós.
Em meio ao avanço da fronteira agrícola, o território preservado tornou-se um importante corredor ecológico para primatas, aves e grandes mamíferos na transição entre Amazônia e Cerrado.
Esse compromisso de longo prazo fez do Jardim da Amazônia uma referência em conservação da biodiversidade e hospitalidade na natureza.
Curadoria e memória
Ao longo dos anos, a família reuniu móveis, objetos e lembranças que hoje fazem parte da identidade do Jardim da Amazônia.
Cada peça guarda a memória do tempo e da relação da família com o território.
A curadoria de Carmelita e Raquel Zanchet transforma essas referências em uma expressão autêntica de hospitalidade, onde memória, natureza e simplicidade convivem em equilíbrio.
É nessa combinação entre memória, natureza e simplicidade que o Jardim encontra sua forma de hospitalidade: uma experiência que não acrescenta ruído à paisagem, mas permite escutá-la melhor.
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